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domingo, 13 de novembro de 2011

A contribuição dos africanos na alimentação brasileira

     Antes dos escravos africanos chegarem ao Brasil, eles já haviam recebido uma espécie de “curso prévio de alimentação local”. Tinham comido o milho americano, farinha de mandioca, aipim e diferentes tipos de feijões, além de tomarem cachaça, em vez do vinho da palmeira dendê.

     Os portugueses distribuíram diversas espécies de alimentos com surpreendente eficiência. De suas mais distantes colônias orientais e africanas trouxeram para o Brasil sementes, raízes, “mudas” e bulbos. A disseminação da mandioca, do milho, da batata e do amendoim brasileiros tiveram uma intensidade, rapidez e precisão incomparáveis.

     O café, o açúcar, o cacau e o fumo também se expandiram, ainda que mais lentamente. Os negros faziam farinha, já conhecida pelos tupis brasileiros. Comiam o milho sempre cozido, em forma de papa, angu ou fervido com leite de vaca, em preparo semelhante ao atual mungunzá.

     A banana foi herança africana no século XVI e tornou-se inseparável das plantações brasileiras, cercando as casas dos povoados e as ocas das malocas indígenas, e decorando a paisagem com o lento agitar de suas folhas. Nenhuma fruta teve popularidade tão fulminante e decisiva, juntamente com o amendoim. A banana foi a maior contribuição africana para a alimentação do Brasil, em quantidade, distribuição e consumo.

     Da África vieram ainda a manga, a jaca, o arroz, a cana de açúcar. Em troca, os africanos levaram mandioca, caju, abacaxis, mamão, abacate, batatas, cajá, goiaba e araçá. O coqueiro e o leite de coco, aparentemente tão brasileiros, também vieram do continente africano, bem como o azeite de dendê.

     A palmeira do dendê foi cultivada ao redor da cidade de Salvador, o maior centro demográfico da época, onde a presença africana tornou-se marcante. O uso do dendê era transmitido pelos escravos e as negras que serviam nas residências dos brancos. Eles impunham o azeite-de-dendê como a cozinheira portuguesa impunha o uso do azeite de oliva. Quando o Rio de Janeiro se tornou capital do Brasil (1763) e a população aumentou, exigindo maior número de escravos para os serviços domésticos e plantio de açúcar, algodão e café nas regiões vizinhas, o azeite-de-dendê acompanhou o negro, seja nas frituras de peixe, ensopados, escabeches ou nos refogados.

     As extensas plantações de açúcar, o ciclo do ouro e dos diamantes e o surto cafeeiro fizeram com que grande parte da população negra se deslocasse em direção a Pernambuco, Minas Gerais e São Paulo, respectivamente. Mas nessas regiões, a culinária africana não conseguiu se impor com a mesma força. Em parte alguma a cozinha africana conservou a cor e o sabor que se mantiveram na Bahia.

     A intensificação do tráfico de escravos, da segunda metade do século XVIII à primeira metade do século seguinte, facilitou a ida e a vinda de várias espécies de plantas alimentares entre Brasil e África.


     A população negra que vivia no Brasil plantou inúmeros vegetais que logo se tornaram populares, tais como: quiabo, caruru, inhame, erva-doce, gengibre, açafrão, gergelim, amendoim africano e melancia, entre outros.

     Os negros trouxeram para o país a pimenta africana, cujo nome localizava a origem, Malagueta. A malagueta apenas aumentou o prestígio das pimentas brasileiras, que também dominaram o continente africano. Quanto às carnes, o único animal africano que continua colaborando no cardápio brasileiro é a galinha-d’angola.

     O cardápio do escravo de uma propriedade abastada consistia em farinha de mandioca, feijão preto, toucinho, carne-seca, laranjas, bananas e canjica. Para o negro de propriedades mais humildes, a alimentação se resumia a um pouco de farinha, laranjas e bananas.

     Angu de milho também fazia parte da dieta do escravo em Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso, além da caça e pesca ocasionais. Nas fazendas do Norte, eram consumidos alguns tipos de peixe e fazia-se uma espécie de “bucha” com a carne de carneiro, como a atual buchada de bode. Às vezes os escravos comiam pirão, prato mais bem aceito, provavelmente por ser mais fácil de engolir, pois não havia tempo para comer.

     O negro criou um jeito de fazer render a pouca comida que recebia: inventou o pirão escaldado chamado massapê, feito com farinha de mandioca e água fervente, acrescido de pimenta malagueta. O massapê ainda é usado em nosso meio rural.

     O escravo dos engenhos de açúcar se alimentava de mel com farinha. Bebia caldo de cana, cachaça, mel com água, sucos e café.

Exemplos de pratos brasileiros de origem africana

     Estes são alguns pratos brasileiros de origem africana com os respectivos ingredientes (há variações regionais):

• Abará ou abalá: bolo de feijão fradinho cozido com sal, pimenta, azeite de dendê e camarão seco. É enrolado em folhas de bananeira e cozido no vapor.

• Aberém: massa de milho cozida em banho-maria, sem levar tempero. Acompanha vatapá, caruru.

• Acarajé: massa de feijão fradinho, com condimentos. Forma uma espécie de bolinho e é frito no azeite de dendê. Serve-se com camarão, pimenta etc.

• Bobó: massa que pode ser de feijão mulatinho, inhame, aipim etc. É cozida e temperada com azeite de dendê, camarão e condimentos. Come-se puro ou com carne ou pescado.

• Cuscuz: massa de milho pilada, cozida e umedecida com leite de coco (o original africano era feito com arroz e com outros condimentos ao invés do leite de coco).

• Cuxá: diz-se no Maranhão do arroz cozido, temperado com folhas de vinagreira, quiabo, gergelim torrado e farinha de mandioca.

• Mungunzá: milho cozido com leite de vaca ou de coco.

• Quibebe: sopa de abóbora com leite de vaca ou coco. Há variações com carne seca, toucinho, quiabo, maxixe etc.

• Vatapá: um tipo de caldo grosso feito de pão dormido, farinha de trigo e camarões, servido com peixe, bacalhau ou galinha, acrescido de pimenta, azeite de dendê, leite de coco e condimentos.
     Na cidade de Salvador houve uma concentração negra mais homogênea, o que possibilitou a defesa das velhas comidas africanas, ao contrário das demais regiões. Foi ao redor das crenças, em especial do candomblé, que a cozinha africana manteve os elementos primários de sua sobrevivência.

sábado, 15 de outubro de 2011

Maravilha da África

A flor nacional da África do Sul é a Protea.
As Proteas são da familia dos fynbos, flores bonitas e exóticas e a mais famosa das variedades existentes é a King Protea.
São plantas sociais.
Muitas das espécies crescem no seu meio natural bem próximas umas das outras, formando comunidades fechadas. Ao criar uma densa cobertura, protegem-se mutuamente dos
ventos predominantes, mantendo o solo
fresco e reduzindo a sua evaporação.
O nome dessa flor vem da Mitologia Grega, numa analogia com o deus PROTEUS que podia mudar a sua forma – 
já que a família da Protea é grande e diversificada.
Esta belíssima flor serviu de musa inspiradora dos arquitetos do Estádio Nelson Mandela Bay.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

SAFARI VIRTUAL

Aventura, animais selvagens e lindas paisagens.
Tudo isso se encontra no Continente Africano....

     Na época das chuvas, o crescimento da vegetação é acelerado, crescem árvores de até 4 metros e arbustos de até 1,5 metro.
     Outro bioma também característico de alguns locais da África é o bioma do serengueti com árvores baixas, em grande número, com muitos espinhos e de folhas reduzidas em tamanho para minimizar a perda de água nas épocas de seca. Há a predominância do cacto, da acácia, da palmeira e árvores de grande porte como o baobá – árvore símbolo na África.

     A fauna da savana africana é composta principalmente por mamíferos de grande porte, como o búfalo, a girafa, o rinoceronte, hipopótamo e o elefante; mamíferos de porte médio, como a zebra, o impala e antílopes; mamíferos felinos predadores, como o leão, o leopardo e o guepardo; muitas aves, como o falcão, a águia, o abutre e o avestruz, além é claro animais de outras espécies de animais.
Vamos fazer um Safari...
     Na África existem cerca de 20 parques nacionais voltados para o turismo sustentável, portanto há a preocupação em preservar a fauna e flora. Há profissionais especializados em acompanhar grupos durante todo o safári.
     O Kruger Park é a maior reserva para safári da África do Sul. Este parque conta com 20 mil quilômetros quadrados de área cheia de emoções e aventuras. O parque tem em média 1.500 leões, 150 mil impalas. Sem falar em 32 mil zebras, 10 mil elefantes e 9 mil girafas entre outros.
     Para quem gosta de aventuras mais radicais poderá optar por percorrer uma trilha, em um carro para até quatro pessoas.

     Outra opção bem divertida é descer o Kruger numa mountain bike. O passeio leva quatro horas. Cada grupo de seis ciclistas tem a companhia de dois guias armados, para qualquer eventualidade durante a trilha de até 24 quilômetros.
     O Parque Addo Elefant é bem extenso e da mesma forma, cheio de aventuras. É um santuário para inúmeras espécies de animais e plantas. Os 164 mil hectares abrigam cerca de 450 elefantes, uma das mais densas populações da espécie no mundo. No parque há, ainda, rinocerontes, leões e búfalos.
     Outro parque interessante e um dos mais antigos é o Sabi Sandi. Fundado em 1943 o parque reúne espécies como elefantes, leões e rinocerontes. O safári é feito em jipes abertos, assim os animais e a paizagem podem admirados sem a limitação de vidros ou grades. Aqui há a opção de fazer safaris durante a noite também, pois há forte iluminação por holofotes.
     Existe ainda o Parque Phinda que tem paisagens que variam entre savana e praias, oferecendo também a possibilidade de mergulho entre os recifes de corais.
Conheça alguns dos animais predominantes na África analisando a ficha técnica de cada um:
• Girafa
Nome científico: G. Camelopardilis
     Tem o pescoço muito longo e isso lhe dá duas vantagens importantes: pode alimentar-se das folhas mais altas e tenras das árvores e também pode ter uma visão bem ampla e à distância para quando o inimigo se aproxima.
     Apesar do seu longo pescoço, a girafa possui o mesmo número de vértebras que o camundongo ou o homem.
     Quando a girafa galopa, as pernas traseiras cruzam-se com as dianteiras. No seu passo normal, ela desloca-se movendo primeiro com as pernas de um lado do corpo e depois as do outro lado; ela utiliza o pescoço para manter o equilíbrio.
     A girafa tem os maiores olhos entre todos os animais terrestes, sempre protegidos por grandes cílios.
• Elefante
Nome científico: Loxodonta africana
     Animais com uma força fora do comum, podendo derrubar árvores enormes quando correm para alimentar-se ou beber água por exemplo, mas de modo geral são animais pacíficos e não atacam ninguém a não ser que se sintam ameaçados.
     Conseguem erguer até 300 quilos somente com a tromba.
     Mesmo com todo o tamanho são herbívoros e alimentam-se de capim, folhas secas, cascas de árvores e raízes.
     Os elefantes africanos têm características típicas: tem maior porte e grandes orelhas. Atualmente existem cerca de 250.000 elefantes nas regiões tropicais da África.
     Vivem em manadas constituídas por diversas famílias. Geralmente, a manada é conduzida por uma fêmea velha. Gosta muito de banhos e toma demoradas duchas com a própria tromba.
     Estão sempre em movimento, pois, mesmo quando não estão caminhando, estão movimentando a tomba para procurar coisas ao redor.
• Babuíno
Nome científico: Papio papio
     É uma espécie de macaco típico da África, com incrível organização social. Vivem em bandos e sempre há os machos dominantes, que tem privilégios perante o grupo e também há "sentinelas" que avisam o bando quando á risco de perigo.
     Vivem em campo aberto e tem alimentação bem variada, de acordo com a estação do ano, território, idade e sexo do indivíduo. As fêmeas e os filhotes recém-nascidos alimentam-se de capim; os filhotes mais desenvolvidos comem casca de árvore, insetos e lagartos. Logo depois de desmamados, os filhotes já são capazes de cuidar de si mesmos.
• Zebra
Nome científico: Equus burchelli
     Animal muito comum em toda a África, é muito veloz e suas listras brancas e pretas ajudam muito na camuflagem, confundindo o inimigo à medida que fogem. Por incrível que pareça, não existe nenhuma zebra que tenha listras exatamente iguais!
     Não é muito exigente para a alimentação, contentando-se com o capim ralo que cresce nessas regiões mais áridas. Vive em grupos de até 20 membros, lado a lado com os gnus, búfalos e avestruzes. Todos esses animais convivem harmoniosamente.
Curiosidade
     A África tem 11 línguas oficiais: inglês, zulu, xhosa, suázi, ndebele, sesotho do sul, sesotho do norte, tsonga, tswana, venda e afrikaans.


     O bioma predominante na África é a savana, que tem como característica principal o clima extremamente seco, podendo ficar até dez meses sem chuva, com temperaturas elevadas e umidade relativa do ar muito baixa.